segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Doutrina da Salvação – Parte 2

Doutrina da Salvação – Parte 2 

Amor e Justiça, em todos os textos da bíblia, sempre buscam estar em equilíbrio. Porém há grupos distintos que enfatizam somente ou no amor ou na justiça. 
👉 O primeiro grupo tem como percepção o Risco, que vem do amor. 
👉 A segunda percepção é a Segurança, referente a justiça. Quem acredita no Risco, crê que basta não cometer pecado nenhum e a salvação está garantida, Jesus voltará e o levará aos Céus. Pecamos por atos, pensamentos e omissões, é tão fora do controle que, às vezes, estamos pecando e não temos consciência disso. Acreditar que temos o controle da nossa Salvação apenas não pecando é errôneo. Claro que existe riscos que nos permeiam, mas isso não é o que nos levará a salvação. A salvação é pertinente a Deus

 A obra da Salvação 

👉🏿A lei escraviza 
👉🏿Carne domina
👉🏿Mundo engana  

O  processo de  Salvação:  Nascer de  novo.   KELLER, Timothy. Ego Transformado. São Paulo, Editora Vida Nova. 2014. Segundo o pastor norte americano, Tim Keller, nosso ego é: vazio, dolorido, atarefado, frágil, nosso coração está a todo instante envolvido num projeto falido, de busca por autopromoção, em busca de satisfação e contentamento, um esforço gigantesco em construir uma imagem positiva de si mesmo, mas a minha pergunta é: como ter essa imagem positiva se estivermos mortos pra Deus e vivos para o mundo? Ou ainda, será que conseguiremos construir essa imagem usando as mesmas ferramentas que o mundo usa? Isso nos leva a questão central, é necessário nascer de novo e não maquiar uma identidade velha para que ela pareça mais agradável? Entenda, maquiar o ego é radicalmente diferente de nascer de novo.
 O nosso ego precisa ser transformado. É não aceitar os julgamentos dos outros e nem de si mesmo, saber que somente Deus pode julgar. A sua vida não é sobre você, a sua vida é sobre Cristo, somente Ele é a chave para a interpretação da vida e o único caminho para alcançar a salvação. 

A falsa segurança não nos deixa perceber o risco que corremos. Este risco não é o risco de cometer ou não pecados, mas sim de uma fé bem estruturada ou não. Uma fé crente em Cristo Jesus impedirá a nossa ruína, nosso desmoronamento perante a Salvação. 
O ego caído gera dois cenários: 👉🏿(1) Alma inflamada cheia de traumas precisa de cura, resolver os traumas sem mexer no ego é o risco 👉🏿(2)Alma inflada cheia de confiança e arrogância se iludindo sobre a forma que alcançamos valor, caindo em armadilhas de conquista e dominação sem transformar ego é risco. O evangelho tem transformado teu Ego? Você enxerga sua vida e a da sua família explicada a partir de Cristo? Fundamentada Nele? 

Propiciação 

 Ênfase: pacificar a ira de Deus sobre nós. Rm 3:24-25//I Jo 2:1-2 // 4:10// Heb 9:5 Propiciação é o ato sacrificial no qual Deus se torna propicio (favorável) a nós. O objeto da propiciação é Deus no sentido de que Deus se torna favorável a nós, obviamente se Ele se torna favorável, é porque em algum momento Ele não estava. Vemos aqui a ruptura entre o relacionamento entre o homem com Deus e todo movimento feito por Deus de resolver essa questão:
 👉 Cristo mediante sua morte propiciou a ira do pai. 👉Por ser perfeitamente Santo, Ira é a resposta de Deus contra o pecado, não é raiva nem descontrole, mas uma reação Santa diante do pecado! 👉Temos o seguinte raciocínio: Nós pecamos, o pecado suscita ira de um Deus Santo, na cruz Cristo nos propiciou, Jesus resolveu o problema da ira. 👉 Como isso nos afeta? Livramo-nos da consequência da ira (inferno/ nos livrou da culpa)👉🏿O que provoca a ira do homem é a vaidade ferida (isso não o afeta) 👉🏿O que provoca a ira de Deus é o pecado 👉🏿Ira é um fato bíblico não podemos retirar isso da bíblia “Pai, afasta de mim esse cálice.” O cálice que Jesus toma é o cálice da Ira do Pai, o sofrimento da cruz precisa ser relacionado com essa dura realidade. O filho recebe o impacto da ira do Pai para que eu e você não tivéssemos que enfrentar aquilo que seria justo ao nosso respeito, seria insuportável, mas Ele se deixa esmagar por nós. Ele se fez enfermar por nós esse é o sentido original da profecia de Isaías “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele”. No mundo antigo os pagãos ofereciam ofertas para propiciar, ou seja, para que sua divindade se tornasse favorável em algum aspecto utilizo um exemplo usado de D.A. Carson, teólogo: quando um marinheiro fazia uma viagem, entregava um sacrifício propiciatório pra Netuno para que Netuno não ficasse irado e mandasse uma tempestade. Uma vez propiciada o marinheiro faria uma boa viagem. O contexto bíblico é radicalmente diferente, pois é o próprio Deus que está fazendo a propiciação. “Deus propôs a Cristo para ser propiciação pelos nossos pecados” Você acredita que Deus tem o poder de segurar todo o pecado do mundo na palma de sua mão? Considere o risco de um falseamento no novo nascimento ou um falseamento na propiciação, na mesma forma considere a segurança possível de um novo nascimento verdadeiro e de uma propiciação verdadeira. O que isso constrói em nossas vidas? Entenda que no plano de salvação, existe risco e segurança. O risco é que podemos estar dando um falso remédio para a ira de Deus, mas existe segurança, pois fomos propiciados por Cristo que bebeu do cálice da ira de Deus em nosso lugar.   

domingo, 22 de dezembro de 2019

Doutrina da Salvação – Parte 1

Para  começar  a  estudar  sobre  Doutrina  da  Salvação,  precisamos sistematizar,  organizar  os  textos  bíblicos  referentes  a  esse  assunto.  Quando  se vai  estudar  qualquer  tema,  precisamos  ver  como  os  textos  bíblicos  conversam sobre,  para  podermos  ter  uma  opinião  final  sobre  o  que  as  escrituras  dizem  a respeito  do  tema.   Utilizar-se  da  razão  para  estudar  a  Bíblia  é  muito  importante.  Razão, emoção  e  fé  caminham  paralelamente,  quando  a  fé  faz  você  continuar  a  subir onde  a  razão  e  a  emoção  não  conseguem.  Cuidado,  pois,  haverá  momentos em  que  esses  paralelos  podem  se  cruzar.  Fé  combatendo  a  razão  e  emoção, cabe  a  nós  conseguirmos  atingir  o  equilíbrio  entre  ambos.  Como  exemplo temos  o  pietismo  que,  ao  ver  o  uso  excessivo  da  razão,  força  a  volta  para  as emoções,  o  que  só  muda  o  foco,  mas sem  restaurar o  equilíbrio.   Na  história  da  Igreja,  podemos  ver  duas  formas  que  o  inimigo  tenta destruir  o  povo  de  Deus.  Uma  delas  era  o  embate  físico,  que  durou  cerca  de 300  anos,  e  a  outra  é  o  embate  intelectual,  ainda  recorrente  na  atualidade, onde  o  inimigo  tenta  combater  nossas  doutrinas e  nossa  fé  a  nível  mental.   Podemos ver que  a  salvação  nos  diferentes grupos significa:   
👉 Igreja  primitiva  grega:  ser salvo  da  morte  e  do  erro.  
👉Igreja  romana:  salvação  da  culpa  e  das  suas  consequências,  nesta  e noutra  vida  (purgatório  e  inferno)  
👉 No  protestantismo  clássico:  salvo  da  lei,  da  ansiedade  que  suscita  em nós e  do  seu  poder de  condenação.
👉 Pietismo  e  avivamento:  salvação  é  o  triunfo  sobre  o  estado  de impiedade  através da  conversão  e  transformação.  
👉Teologia  liberal:  progresso  na  direção  da  perfeição  moral.

Doutrina

 É possível olharmos para a doutrina como filosofia, mas nossa proposta é enxergar que o ensino bíblico (doutrina) traz respostas para a vida (existencial) as questões mais profundas do ser humano, estudar sobre doutrina é entender que precisamos ser salvos. E do que precisamos ser salvos: cada grupo responde da sua forma. Nós cristãos precisamos ser salvos de nós mesmos, do peso que carregamos, das nossas aflições na alma, do nosso ego e do nosso pecado. 

Tensão 

Quando falamos de salvação, é importante perceber que existe uma tensão entre exercer misericórdia e a exigência de justiça. O mistério que se desenha é entre a coragem de aceitar-se a si mesmo a despeito de saber- se inaceitável. 
  A Tensão entre a ira de Deus e o amor de Deus. Se não percebemos isso o amor se converte em sentimentalismo e fraqueza se não incluir a justiça. A mensagem de um amor divino que negligencie a mensagem da justiça divina não pode dar ao ser humano uma consciência tranquila. Essa tensão quando mal compreendida gera um ensino baseado em duas percepções: Risco x Segurança. 

Doutrina da expiação Expiação é o ato pelo qual o pecado é cancelado, o objeto da expiação é o pecado. O pecado é o que nos desvia do que deveríamos ser, nos afastando de Deus e nos esvaziando até não existir mais nada em nosso coração. A Expiação é criada por Deus de forma exclusiva. Há o equilíbrio entre amor reconciliador e exigência de justiça. Eliminação divina da culpa e do castigo não consiste em ignorar a realidade e profundidade da alienação existencial. Deus participa, assume a alienação existencial. O sofrimento de Deus não substitui o sofrimento humano, apenas o torna coparticipante. O ato divino supera, a alienação humana se ocupa da culpa e do pecado Rm 3:25.  

Salvação é: Reunir o que está alienado. Dar um centro ao que está disperso. Superar a ruptura entre Deus e o homem sendo Cristo o mediador- aquele que transpõe o abismo que existe, Cristo é o que reuni o que está separado e é também o Redentor. Na salvação a nossa vida será comparada a de Cristo, o que deixa a salvação inalcançável ao ser humano, necessitando da mediação Dele. 

 Substituição

A morte de Cristo é também substitutiva, Ele assumiu o nosso lugar. (Gálatas 3: 10-14) Amor e Justiça Você acreditaria em um juiz que recebesse o seguinte caso: Um certo homem chega em casa e vê que um assaltante roubou sua casa e matou toda a família. Em vez de se vingar, o homem leva este ladrão para julgamento do juiz. O juiz alega ser uma pessoa extremamente misericordiosa e absolve o assaltante. Coloque-se no lugar do homem que sofreu no assalto, qual o seu pensamento a respeito do juiz? Se não acreditamos em um juiz que agisse dessa forma, não podemos crer que é assim como Deus manifesta justiça em nossa vida. Todos pecamos, não somos inocentes. E como justificar nós que somos pecadores? A justiça de Deus não é feita de qualquer forma, na cruz é onde a justiça e o amor estão perfeitamente equilibrados. O Amor é sustentado pela Justiça, como por exemplo, quando um casal convive e apenas um dos lados faz as tarefas domésticas de casa. Por mais que eles se amem, o que mais faz em casa se sentirá injustiçado e o amor não será suficiente para manter o equilíbrio do casal. Na maioria das doutrinas da salvação, Amor e Justiça estão desiquilibradas ou desvinculadas. Pessoas que focam na justiça, afirmam que estamos seguros. Aqueles que focam no amor, nos dizem que estamos em perigo. Tenha ciência que o amor de Deus também vem com a Justiça divina, equilibradas na Cruz.   

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

O Caráter de Deus é Seus Atributos

Falar de Deus é um desafio gigantesco quando levamos em conta que é o limitado falando do ilimitado, do natural falando do divino, temporário falando do eterno. Todavia, se falarmos em termos de relacionamento e pensarmos em Deus como uma pessoa, a tarefa de falar acerca dele trona se branda, pois estamos falando acerca de alguém que nos relacionamos. Nossos pensamentos em relação a Deus são pequenos demais! Albert Einstein, o famoso cientista, era tão cético quanto à religião organizada, porque sentia que os cristãos estavam diminuindo e domesticando a Deus. Houve um tempo em que o tema sobre os atributos de Deus eram considerados tão importantes que eram ensinados na igreja para crianças, através do uso de catecismos, e todos os adultos também deveriam conhecêlos, mas hoje, poucos cristãos têm escutado pregações e lido livros sobre a doutrina do caráter divino. “Conhecer a Deus é crucialmente importante para nossa vida. Para aqueles que não conhecem a Deus, o mundo é um lugar estranho, louco, penoso, e viver nele é algo decepcionante e desagradável. Despreze o estudo de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções, como um cego, como se não tivesse qualquer senso de direção e não entendesse aquilo que o rodeia
Deste modo, poderá desperdiçar a sua vida e perder sua alma.” Os atributos de Deus têm sido classificados de diferentes formas, para relacioná-- los entre si e para facilitar a memorização. Aqui seguiremos Louis Berkhof (1873 1857), que os classifica como atributos incomunicáveis e comunicáveis. Os atributos incomunicáveis são assim chamados pois eles não podem ser atributos à outras criaturas , e os atributos comunicáveis podem existir, de forma limitada, nas criaturas de Deus. Ao falar nos atributos de Deus, é conveniente dividir os atributos em dois grupos, sempre relembrando que a divisão nos ajuda a entender o assunto, mas não representa uma divisão ontológica na natureza de Deus. Uma palavra de aviso muito importante: todos os atributos de Deus são compartilhados por todas as pessoas da Santa Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e são a própria essência e natureza de Deus, não podendo ser divididos ou separados dEle! 
 1. Os atributos incomunicáveis
 1.1 A independência e auto existência (ansiedade – existe por si só) de Deus (Gn 1.1; Êx 3.14; Is 40.13s; At 17.25).

1.2 A imutabilidade de Deus (1Sm 15.29; Ml 3.6; Tg 1.17; Hb 13.8) (Is 48:12; Ml 3:6; Tg 1:17). 

 1.3 A infinidade de Deus (Rm 11.33; 1Tim 6.16) (Sl 90:2, Ef 3:21) (Hb1:2)(Is 66:1). 

 1.4 A vontade de Deus e a sua soberania (Pv 21:1; Is 43:13; Ef 1:11) (Sl 95.6; Ap 4.11) (Pv 21.1; Dn 4.35) (Rm 8.29; Ef 1.4,11) (Lc 22.42; At 2.23) (Fp 1.29; I Pe 3.17) (At 18.21; Rm 15.32) (Mt 10.29) (Is 45.6; 43.11; 44.8; 45.21) (Gn 17.1; 18.14; Jr 32.27; Lc 1.37; Mc 10.27) (Gn 3.11; Js 7.10-26; 2Sm 12.11; 2Rs 5.26; Sl 56.8; 66.12; 90.2; 139.7-12; Is 43.2; At 5.1-11; 17.31; 23.11; Gl 6.7; Ap 6.9; 18.24) (Sl 139; Jo 21.17; Co 2.3; 1Jo 3.20; Ap 20.12). 

2. Os atributos comunicáveis

2.1. A inteligência de Deus... 

👉 Conhecimento 
 👉 Sabedoria.

 2.2. Veracidade (Jo 14:6). (1Sm 15:29). Ele é fiel (1Jo 1:9; Ap 19:2). 

 2.3. Atributos morais  

👉 A bondade de Deus (Is 6:1-5; Tg 1:1314; Sl 5:4).

 👉 O amor de Deus - (1Jo 4:8,16) (Atos 14:16-17; Rm 9:22). (Ef 2:8-9 (Ef 2.4; Tt 3.5) (Dt 7.7s; Sl 86.5; 103; 118.29; Os 3.1s; Lc 11.42; Jo 3.16; Rm 5.8; 8.35; Gl 2.20; 1Jo 4.8--6.37,44; 10)(Rm 3.24 10.28,30; Rm 8.28-- 25; Tt 2.11) (Ef 2.2 30; Ef 1.10) (Rm 10.17; 1Pe 1.23). 

👉 A Santidade de Deus (Rm 9.6-25) (Rm 6.1 21) (Jo 23; Hb 13.9). (Êx 24:17). (Is 6). (Jó 34:10; Is 59:2) (Sl 78.31; Os 5.10; Jo 3.36; Rm 1.18s; Ef 2.3; 1Ts 1.10; Ap 6.16). 

👉 A justiça de Deus (Rm 5.1221) Rm 3:23 - 26 (Rm 1.1832; 2.13.20) (Rm 1.17; 3.21). 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Teologia prática - Prova da existência de Deus - Parte 1

E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. João 17:3 Conhecer Deus nos dá oportunidade de ter a qualidade da vida eterna. Isso não significa que somente teremos esta qualidade pós-morte, mas sim, no agora.

 A Doutrina De Deus 

 Vivemos num universo cuja imensidão pressupõe um Criador poderoso, universo cuja beleza, desenho e ordem apontam um sábio Legislador. Mas quem fez o Criador? Podemos recuar no tempo, indo da causa para o efeito, mas não podemos continuar nesse processo de recuo sem reconhecer um ser "Sempiterno". Aquele ser eterno é Deus, o Eterno, a Causa e a Origem de todas as coisas boas que existem. A existência de Deus

 • EXISTÊNCIA DECLARADA
Em parte alguma, as Escrituras tratam de provar a existência de Deus mediante provas formais. As escrituras apenas reconhecem Deus como fato auto evidente e como crença natural do homem. As Escrituras, em parte alguma propõem uma série de provas da existência de Deus como preliminar à fé; elas se iniciam do pressuposto de que Deus existe, declaram o fato de Deus e chamam o homem a aventurar-se na fé. "O que se chega a Deus, creia que há Deus" (Hb.11:6), é o ponto inicial na relação entre o homem e Deus. Assim escreve o Dr. A. B. Davidson: ‘’a Bíblia não tenta demonstrar a existência de Deus, porque em todas as partes da Bíblia, subentendem sua existência. Parece não haver nenhuma passagem no Antigo Testamento que represente os homens procurando conhecer a existência de Deus por meio da natureza ou pelos eventos da providência. ’’ Por exemplo, quando um homem diz: "Eu conheço o presidente", ele não quer dizer: "Eu sei que o presidente existe," porque isso se subentende na sua declaração. Da mesma maneira, os escritores bíblicos nos dizem que conhecem a Deus, e essas declarações significam a sua existência.

 • EXISTÊNCIA PROVADA
 Se as Escrituras não oferecem nenhuma demonstração racional da existência de Deus, por que vamos nós fazer essa tentativa? Pelas seguintes razões: Para auxiliar aqueles que genuinamente buscam conhecer a Deus, e, fortalecer a fé daqueles que já creem, e estudam as provas, não para crer, mas sim porque já creem. Bem como, para poder enriquecer nosso conhecimento acerca da natureza de Deus. Que maior objeto de pensamento e estudo existe do que ele? Onde acharemos evidências da existência de Deus? Na criação, natureza humana e na história humana. Dessas três esferas, (existir como um ser): deduzimos as cinco evidências da existência de Deus 
 a partir de ideias abstratas e necessárias da mente humana. Um exemplo são as leis da natureza, as quais são imutáveis. Veja a ideia de tempo e espaço, as quais são atributos da substância ou do ser. Tais características presentes no tempo e no espaço, são características eternas. Portanto, deve haver uma substância infinita e eterna ou do Ser a quem pertencem tais atributos. Desta forma, ao olharmos as leis da natureza, podemos encontrar o Deus das escrituras, a sua trindade, Ele é o autor das leis e colocou nelas (as leis) suas características, vejamos:
👉 Tempo, passado, presente e futuro;
👉 Espaço; largura, altura e profundidade; 
👉 Base da Matéria (átomo) Estado básico da Matéria prótons, nêutrons e elétrons; 
👉sólido, liquido e gasoso; Em suma, podemos encontrar o Deus das escrituras e sua assinatura na criação. 

Teologia prática - Prova da existência de Deus - Parte 2

O argumento histórico ou antropológico. Este é um argumento da condição moral e mental do homem para com a existência de um Autor, Legislador e um Fim. Às vezes é chamado de Argumento Moral. Em geral, este argumento toma a seguinte forma: entre todos os povos e tribos da terra, independente de primitivas ou avançadas, há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer à própria natureza do homem. E se a natureza do homem naturalmente leva ao culto religioso, isto só pode achar sua explicação em um ser superior, que constituiu o homem, um ser religioso, na intencionalidade de relacionar se com Deus. Ao avaliar estes argumentos racionais, devem se assinalar antes de tudo, que os crentes não precisam deles. Sua convicção a respeito da existência de Deus não depende deles, mas sim, da confiante aceitação da auto revelação de Deus na Escritura. Em nossos dias, muita gente acha neles, indicações satisfatórias da existência de Deus, o que indica que eles não são inteiramente vazios de valor. E são importantes como interpretações da revelação geral de Deus e como elementos que demonstram o caráter razoável da fé em um ser divino. Além disso. Podem prestar algum serviço na confrontação com descrentes. Embora não provem a existência de Deus ao ponto de obrigar o assentimento, podem ser elaborados de maneira que estabeleçam uma forte probabilidade e, por isso, poderão silenciar muitos incrédulos 

O argumento moral. 
Argumento que se baseia na desigualdade, muitas vezes, observada entre a conduta moral dos homens e a prosperidade que eles gozam na vida presente, e acham que isso requer um ajustamento no futuro que, por sua vez, exige um árbitro justo. A teologia moderna também o usa amplamente, em especial, na forma da busca de uma ideal moral, exigem e necessitam a existência de um ser santo e justo, não torna obrigatória a crença em um Deus, em um Criador ou em um Ser de infinitas perfeições.

 • O argumento cosmológico.
Este argumento tem aparecido de diversas formas. Em geral, se apresenta da seguinte maneira: cada coisa existente no mundo tem uma causa adequada. Sendo assim, o universo também tem que ter uma causa adequada, isto é, uma causa indefinidamente grande. Desta forma, o cosmo como o vemos, também tem uma causa, e esta seria, portanto, a existência de Deus. O desenho inteligente, designer inteligente ou projeto inteligente (sequência de Fibonacci) é uma hipótese pseudocientífica, baseada na assertiva de que certas características do universo e dos seres vivos são melhores explicadas por uma causa inteligente, e não por um processo não-direcionado como a seleção natural. Dessa forma, o universo demonstra forte evidência de ter sido planejado intencionalmente. O Designer Inteligente, chamada de Sequência de FIBONACCI ou Espiral de FIBONACCI, presente na orelha, no redemoinho do cabelo, no desenho formado pelo furacão ou ainda, no Código do DNA - que é uma sequência numérica – 10 5 6 5, que, ao serem substituídas por letras do alfabeto hebraico, formam a palavra Javé, que significa Deus em hebraico. 

• O argumento teleológico. 
Este argumento também é causal e, na verdade, é apenas uma extensão do imediatamente anterior. Pode ser exposto da seguinte forma: Em toda parte, o mundo revela inteligência, ordem, harmonia e propósito, e assim, implica a existência de um ser inteligente e com propósito, apropriado para a produção de um mundo como este. Se você estivesse caminhando e encontrasse uma pedra no caminho? Não seria de causar surpresa, uma vez que a pedra é uma estrutura bruta formada de compostos naturais que estão naquele lugar há milhares de anos! Mas se, ao caminhar você encontrasse um relógio? Você saberia que aquele objeto não foi formado naquele lugar, mas sim, por alguém, uma vez que, devido sua complexidade mecânica, não poderia ser algo natural daquele ambiente. Esse é o princípio do Designer Inteligente, o fato de existir vida e da forma como ela é, complexa, não poderia ser creditada ao acaso! Kant considera este argumento o melhor, visto que o mundo contém evidências de inteligência e propósito. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Hamartiologia - A ideia Bíblica acerca do pecado - Parte 3

Palavras Bíblicas para o Pecado - Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus Romanos 3:23   

1. Pecado é transgressão - É passar por cima da linha divisória, traçada por Deus, entre o bem e o mal (I Jo.3:4; I Sm.15).  
2. Pecado é erro - como erro, significa desvio do caminho ou rota proposta (Mt.18:15).  
3. Pecar é errar o alvo - Na Bíblia, errar o alvo significa não atingir seu objetivo (Lc.15:18,21). Como tal, denota a falha do homem em alcançar o padrão ideal divino para o caráter humano. (Rm.7:17-18).  
4. Pecado é uma intromissão da vontade própria (contrária a Deus) na esfera da autoridade divina - O meu querer interferindo no querer de Deus (Rm.1:18-32).  
5. Pecado é iniquidade - (Mt.7:23; Rm.4:7). Uma das manifestações mais comuns do pecado é a descrença ou Incredulidade.   Todavia, ao se dar a ideia bíblica do pecado, é necessário chamar a atenção que: 
1. O PECADO É O MAL NUMA CATEGORIA ESPECÍFICA. Hoje em dia ouvimos falar muito do mal, e relativamente pouco do pecado; e isso é muito enganoso. Não se deve confundir o pecado com o mal físico, com aquilo que é danoso ou calamitoso. 

O pecado é um mal moral. E as palavras utilizadas para pecado, indicam um teor ético. Não é uma calamidade que sobreveio ao homem e arruinou sua felicidade, mas um curso que o homem decidiu seguir deliberadamente e que o leva a ruina. Fundamentalmente não é uma coisa passiva, como uma fraqueza, um defeito, ou uma imperfeição pela qual não podemos ser responsabilizados, mas uma ativa oposição a Deus, e uma intencionalidade na transgressão da Sua lei, constituindo culpa. O pecado é o resultado de uma escolha livre, porém má , do homem. Este é o ensino claro da Palavra de Deus. Gn 3:1 Rm 1:18-32; 1 Jo 3:4.6; Is 48:8; 

2. O PECADO TEM CARÁTER ABSOLUTO
 Na esfera ética, o pecado tem um caráter absoluto, de depravação e corrupção do ser moral, e a transição do bem para o mal não é de caráter quantitativo, e sim, qualitativo. Um ser moral bom não se torna mau por uma simples diminuição da sua bondade, mas somente por uma mudança qualitativa radical, por um volver ao pecado. O pecado não é um grau menor de bondade, mas mal positivo. O homem está do lado certo ou do lado errado, Mt 10:32, 33; 12:30; Lc 11:23; Tg 2:10. 

3.O PECADO SEMPRE TEM RELAÇÃO COM DEUS E SUA VONTADE 
Os mais antigos teólogos compreendem que é impossível ter uma correta concepção do pecado sem vêlo em relação a Deus e Sua vontade e, portanto, acentuavam este aspecto e normalmente falavam do pecado como “falta de conformidade com a lei de Deus”, transgredindo seus decretos em pensamentos, palavras ou ações. É a separação, a oposição e o ódio a Deus, e isto se manifesta em constante transgressão da lei de Deus, em pensamento, palavra e ato. As seguintes passagens mostram claramente que a Escritura vê o pecado em relação a Deus e Sua lei, quer como lei escrita nas tabuas do coração, quer como dada por meio de Moisés. Rm 2:1214; 4:15; 1 Jo 3:4.

 4. O PECADO INCLUI A CULPA E A CORRUPÇÃO
 A culpa é o estado de merecimento da condenação ou de ser passível de punição pela violação de uma lei ou de uma exigência moral. Ela expressa a relação do pecado com a justiça ou da penalidade com a lei. E é inseparável do pecado.

Não é inerente ao homem, mas é o estatuto penal do legislador, que fixa a penalidade da culpa. Pode ser removida pela satisfação pessoal ou vicária das justas exigências da lei. Mt 6.12; Rm 3.19; 5.18; E f 2.3. Por corrupção entendemos a corrosiva contaminação inerente, a que todo pecador está sujeito. É uma realidade na vida de todos os indivíduos. Todo aquele que é culpado em Adão, também nasce com uma natureza corrupta, em consequência. Ensina se claramente a doutrina da corrupção do pecado em passagens como, Jó 14:4; Jr 17:9; Mt 7:15 19.20; Rm 8:5; Ef 4:17. 

 5. O PECADO TEM SUA SEDE NO CORAÇÃO
 O pecado não reside nalguma faculdade da alma, mas no coração, que na psicologia da Escritura é o órgão central da alma, onde estão as saídas da vida (Pv 4:23). E desse centro, sua influência e suas operações espalham se para o intelecto, a vontade, as emoções em suma, a todo homem, seu corpo inclusive. Em seu estado pecaminoso, o homem completo é objeto de desprazer de Deus. Havia uma tendência do coração, quando o pecado entrou no mundo. O que está em perfeita harmonia com as descrições bíblicas de: Jr 17:9; Mt 15:19, 20; Lc 6:45; Hb 3:12.

 6. O PECADO NÃO CONSISTE APENAS DE ATOS MANIFESTOS
 O pecado não consiste somente de atos, mas também de hábitos pecaminosos e de uma condição pecaminosa da alma. 
Estes três âmbitos se interrelacionam do seguinte modo: O estado pecaminoso é a base dos hábitos pecaminosos, e estes se manifestam em ações pecaminosas. Também há verdade, porém, na alegação de que os atos pecaminosos repetidos levam ao estabelecimento de hábitos pecaminosos. As ações e as disposições pecaminosas do homem devem ser atribuídas a uma natureza corrupta, que as explica. As passagens citadas provam com clareza que o estado ou a condição do homem é completamente pecaminosa. 

Mt 5:22, 28; Rm 7:7; Gl 5:17, 24,  Em conclusão, e outras. pode se dizer que se pode definir o pecado como falta de conformidade com a lei moral de Deus, em ato, disposição ou estado. 

domingo, 15 de dezembro de 2019

hamartiologia - Os Resultados do Primeiro Pecado - Parte 2


       Os Resultados do Primeiro Pecado  

A primeira transgressão do homem teve os seguintes resultados: 

1. Depravação Total da Natureza Humana - O homem é considerado um ser moral. Ser moral é alguém responsável diante de Deus (Autodeterminação – Rm 14:12). Depravação significa a corrupção moral da natureza humana. Refere-se ao estado de pecaminosidade natural do não regenerado.
O contágio do seu pecado espalhou-se imediatamente pelo homem todo, não ficando sem ser tocada nenhuma parte da sua natureza, mas contaminando todos os poderes e faculdades do corpo e da alma. Essa completa corrupção do homem é ensinada claramente na Escritura, Gn 6:5; Sl 14:3; Rm 7:18. Na vontade essa depravação manifestou-se como incapacidade espiritual

2. Perda da Comunhão com Deus - Imediatamente relacionada com a matéria do item anterior, deu-se a perda da comunhão com Deus mediante o Espírito Santo. Esta é simplesmente o reverso da completa corrupção mencionada no parágrafo anterior. Ambos podem ser combinados numa única declaração, de que o homem perdeu a imagem de Deus no sentido de retidão original. Ele rompeu com a verdadeira fonte de vida e bem-aventurança, e o resultado foi uma condição de morte espiritual, Ef 2:1; 5; 12; 4:18. Por isso, surgem as angústias, depressões e falta de propósito, perguntando-se "Quem eu sou?

3. Mortea morte está intimamente relacionada ao primeiro pecado do homem. O pecado que ocorre quando Adão infringe a ordem de Deus, e não quando Eva alimenta-se do fruto proibido, pois a ordem foi dada diretamente a Adão. A penalidade assim proposta foi executada e a morte em sua tríplice forma lhes foi imposta. 

(1) A morte espiritual , não significa extinção ou aniquilação, mas separação do homem em relação a Deus e as coisas espirituais, o qual veio sobre eles no momento em que pecaram;
(2) A morte física começou imediatamente o seu processo de desintegração e a eventual separ ação da alma e espírito do corpo; bem como, redundou também numa necessária mudança de resistência, fazendo o envelhecer. O homem foi expulso do paraíso, porque este representava o lugar da comunhão com Deus, era símbolo da vida mais completa e de uma bem aventurança maior reservadas para ele, se continuasse firme. Foi--lhe vedada a árvore da vida, porque esta era o símbolo da vida prometida na aliança das obras. E; (3) A Morte eterna do pó do qual fora tomado, Havendo pecado, ele foi condenado a retornar ao pó Gn 3.19. Diz nos Paulo que por um homem a morte entrou no mundo e passou a todos os homens, Rm 5:12, e que o salário do pecado é a morte, Rm 6:23. A morte eterna nos leva a uma condição, revelando que ainda estamos em um estado de consciência, reconhecendo que possuíamos o poder de escolha entre o Céu e a danação eterna. Omitir de escolher o Céu, automaticamente, o faz escolher a danação eterna. 
4. Consciência do Erro-se Esta mudança da condição real do homem refletiu se também em sua consciência. Houve, consciência da corrupção, revelando primeiramente, uma se no sentido de vergonha, e no esforço que os nossos primeiros pais fizeram para cobrir a sua nudez. E depois houve uma consciência de culpa, que achou expressão numa consciência acusadora e no temor de Deus que isso inspirou. Por todos estes desdobramentos aqui citados, submeta seu coração a Deus e fuja do pecado. “Não há ontem tão pecador, que o hoje no amor de Deus não transforme num amanhã de santidade e de vitórias."